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Quantos quilos o Mounjaro emagrece por semana? (segundo estudos)

O que os estudos mostram sobre perda de peso com Mounjaro: semana a semana do tratamento.

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Aprovado por:

Time Cínico Voy

Escrito com base em estudos científicos
Tempo de leitura: 6 min
Atualizado em 31 de maio de 2026
Aviso importante:

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação médica individualizada. O uso de medicamentos para emagrecimento deve ser feito somente com prescrição e acompanhamento médico. A automedicação pode causar efeitos adversos e riscos à saúde.

Os estudos clínicos feitos com o Mounjaro (tirzepatida) mostraram resultados expressivos de perda de peso, porém os números mudam conforme a fase do tratamento e o organismo de cada pessoa.

Entretanto, mesmo não existindo um número universal, os resultados do SURMOUNT-1, publicado no New England Journal of Medicine em 2022, somados ao que se observa na prática clínica, permitem ao paciente ter uma expectativa do quanto pode perder em cada fase do tratamento.

Que expectativa é essa? Nos primeiros meses, a perda costuma ficar entre 0,5 kg e 1 kg por semana. Com o tempo, esse ritmo desacelera de forma natural, passando para algo entre 0,1 kg e 0,3 kg semanais.

Já ao final das 72 semanas do estudo, os participantes perderam médias de 16% a 22,5% do peso corporal, dependendo da dose utilizada.

Mas o mais importante veio depois: o resultado não dependeu apenas do medicamento, e sim da combinação entre dose, peso inicial e as mudanças em alimentação e atividade física ao longo do processo.

A obesidade não é falta de força de vontade: é biologia

Antes de falar em números, vale entender por que emagrecer é tão difícil para tantas pessoas. A obesidade é uma doença crônica e multifatorial, influenciada por genética, hormônios, inflamação, histórico de dietas e ambiente alimentar.

O organismo possui mecanismos ativos para defender o peso atual, o que significa que dieta e força de vontade raramente são suficientes sozinhas.

É nesse contexto que medicamentos como o Mounjaro fazem diferença: eles atuam diretamente nos sistemas hormonais que regulam fome e saciedade, onde restrições alimentares não chegam.

Como a tirzepatida age no organismo

O Mounjaro contém tirzepatida, o primeiro medicamento que age simultaneamente em dois receptores hormonais: GLP-1 e GIP. Esses hormônios são liberados naturalmente pelo intestino após as refeições e sinalizam saciedade ao cérebro.

A tirzepatida imita esse combo hormonal de forma mais potente e duradoura do que os medicamentos que agem apenas no GLP-1, como a semaglutida.

Na prática, os efeitos são: maior saciedade com porções menores, redução do food noise (a frequência com que a mente volta à comida), desaceleração do esvaziamento gástrico e melhora do controle glicêmico.

Esse conjunto de ações é o que explica os resultados superiores nos estudos comparativos.

Para entender a diferença entre Mounjaro e semaglutida, veja Wegovy ou Mounjaro: qual emagrece mais.

O que os estudos mostram sobre perda de peso com Mounjaro

O principal estudo sobre tirzepatida é o SURMOUNT-1. Ele acompanhou 2.539 adultos por 72 semanas, com IMC médio de 38 e peso médio de 105 kg, usando doses escalonadas de 2,5 mg a 15 mg, com alimentação estruturada, exercício supervisionado e avaliações médicas periódicas.

Considerando o efeito do tratamento quando seguido conforme planejado, os resultados após 72 semanas foram de 16% de perda média na dose de 5 mg, 21,4% em 10 mg e 22,5% em 15 mg, contra 2,4% no placebo (substância ou tratamento sem princípio ativo).

Foi o primeiro medicamento a chegar a resultados próximos aos de uma cirurgia bariátrica leve sem procedimento cirúrgico. Ainda assim, esses percentuais são médias, e por trás deles há variação individual importante, com pessoas que perdem mais e pessoas que perdem menos. O acompanhamento médico é justamente o que permite ajustar a estratégia para cada caso.

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Quantos quilos o Mounjaro emagrece semana a semana

O ritmo de perda não é linear e varia por fase do tratamento. Mais do que isso, varia de pessoa para pessoa (metabolismo, idade, condições de saúde, rotina, adesão ao tratamento, são muitas as variáveis).

Ainda assim, é possível ter uma ideia do que se esperar em cada etapa do tratamento para emagracer com o Mounjaro.

Veja o que se observa nos estudos e na prática clínica:

Semanas 1 a 4 (dose 2,5 mg)

  • A primeira fase é de adaptação. O corpo começa a desacelerar o esvaziamento gástrico, o apetite cai gradualmente e surgem pequenas mudanças comportamentais automáticas.
  • A perda média é de 2 a 3 kg no mês, com alta variação individual.
  • É também a fase com maior incidência de efeitos colaterais gastrointestinais.

Semanas 5 a 12 (doses 5 a 7,5 mg)

  • Com a entrada nas doses eficazes, a resposta do organismo fica mais evidente.
  • A perda acumulada média pode chegar a 6 a 8 kg, com velocidade de 0,5 a 1 kg por semana.
  • O acompanhamento nutricional nessa fase acelera os resultados e ajuda a preservar a massa muscular.

Semanas 13 a 20 (doses 10 a 15 mg)

Importante dizer que nem todo mundo precisa chegar às doses mais altas para ter um bom resultado, já que muitas pessoas atingem sua melhor resposta antes disso. Ainda assim, nessa fase:

  • O Mounjaro atinge sua potência máxima e a perda tende a ficar mais estável e predominantemente de gordura.
  • A perda acumulada média costuma ficar entre 12 e 16 kg.
  • O ritmo de aumento das doses e o motivo de cada etapa durar quatro semanas estão detalhados no guia de dose inicial de Mounjaro.

Semanas 21 a 40 (platô e adaptação metabólica)

  • Mesmo com tirzepatida, ninguém emagrece em linha reta. Platôs de 2 a 4 semanas são comuns e esperados, causados por adaptação. metabólica, flutuação hormonal, retenção de líquidos e queda natural do gasto energético conforme o peso diminui.
  • A perda acumulada nessa fase pode ser de 18 a 22 kg.

Semanas 41 a 72 (consolidação)

  • Com adesão ao tratamento, o peso se estabiliza e a composição corporal continua melhorando.
  • Na dose de 15 mg, a perda média chegou a 22,5% do peso corporal ao final das 72 semanas, o que representou cerca de 24 kg para o peso médio dos participantes do estudo, que era de 105 kg.

Por que duas pessoas usando Mounjaro perdem pesos diferentes

A dose utilizada é um dos maiores determinantes, com 5 mg levando a cerca de 16% de perda, 10 mg a 21,4% e 15 mg a 22,5%. Mas outros fatores também pesam bastante.

A alimentação importa

A tirzepatida reduz a fome, mas não elimina o excesso calórico. Nos estudos, todos os participantes seguiram déficit de 500 kcal/dia. Quem mantém esse déficit e faz escolhas alimentares de qualidade preserva mais massa muscular e perde mais gordura.

O exercício físico regular não é bônus

Exercício é parte do resultado. Pacientes que treinam perdem mais gordura, preservam mais músculo e mantêm o metabolismo mais ativo. A diferença observada nos estudos é de 3 a 5 kg a mais em 72 semanas.

O peso inicial também influencia a perda absoluta: quanto maior o peso de partida, maior a perda em quilos. Uma pessoa de 130 kg pode perder 27 kg; uma de 100 kg, 21 kg. As porcentagens tendem a ser semelhantes, mas os números na balança diferem.

Isso significa que diagnóstico certo e acompanhamento médico são fatores que trazem maiores chances de resultados consistentes e duradouros.

O que lembrar:

  • A tirzepatida produz perdas médias de 16% a 22,5% do peso corporal em 72 semanas, dependendo da dose.
  • O ritmo não é linear: as primeiras 20 semanas costumam ser as mais rápidas, com 0,5 a 1 kg por semana, e depois desaceleram. Platôs são esperados e fazem parte do processo, não indicam falha do tratamento.
  • Dose, peso inicial, alimentação e atividade física influenciam o resultado de forma significativa.
  • A decisão de quando parar o medicamento, se esse momento chegar, precisa ser planejada com o médico, porque a recuperação de peso após a interrupção sem estratégia de manutenção é bem documentada nos estudos.
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Ainda tem dúvidas?

Perguntas Frequentes

Referência
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Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). Diretrizes brasileiras de obesidade 2016. 4.ed. São Paulo: ABESO, 2016. https://abeso.org.br/diretrizes/

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Brasil. Ministério da Saúde. VIGITEL Brasil 2023: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília: Ministério da Saúde, 2024.

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Garvey WT, Batterham RL, Bhatta M, et al. Continued Treatment With Tirzepatide for Maintenance of Weight Reduction in Adults With Obesity: The SURMOUNT-4 Randomized Clinical Trial. JAMAscribble-underline. 2023;330(24):2351-2362. https://jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2812936

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Jastreboff AM, Aronne LJ, Ahmad NN, et al. Tirzepatide Once Weekly for the Treatment of Obesity. New England Journal of Medicinescribble-underline. 2022;387:205-216. https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa2206038

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Wadden TA, Chao AM, Machineni S, et al. Tirzepatide after intensive lifestyle intervention in adults with overweight or obesity: the SURMOUNT-3 randomized trial. Nature Medicinescribble-underline. 2023;29:2909–2918. https://www.nature.com/articles/s41591-023-02597-w

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World Health Organization. Physical activity. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/physical-activity